Trazes contigo a Mudança, sempre a mudança. Mas sem juízos de valor. Nem os meus comigo toleras.
Disseste-me uma vez que gostavas de ser mais atenta com os teus amigos, como eu, que ligo sempre, para saber só como estás ou dizer que tenho saudades tuas.
Pois eu não vejo melhor amizade que a que tu dás. Sem cobrança, sem porquês, sem juízos de valor. Tens sempre uma palavra de conforto. E mesmo quando eu me recuso a falar, tu sabes. Tu sabes, não sabes?
Ia aquecer um qualquer tupperware e jantar na companhia do arrogante House. Mas tu sabes. E por isso, com uma desculpa inocente e um convite para jantar, tiraste-me do buraco, da minha toca escura e fria. E foi o que foi. Simples. Uma massa excelente que ainda me está a dar sede. Duas garrafas de tinto (para a próxima, quero a famosa Periquita e o Conventual!!). Três amigos. Conversas banais. Fotos banais. Nada de mais. E foi tão importante como ser pura e simplesmente três amigos a fazer planos.
Adoro a simplicidade como dizes que vai ficar tudo bem, que já foi pior e que sou lutadora. Ainda não é desta que vou abaixo. Não enquanto estiveres aí. Nunca, enquanto as simples jantaradas a meio da semana forem alento para nós.
Obrigada, Pata. Hoje e sempre. Por estares, simplesmente, desse lado. E por me fazeres sentir que o vento da Mudança será sempre positivo. Adoro-te! Tinha saudades tuas. E sim, estás mais elegante. :)
Quanto a ti, Mana, exemplo. Porque também sem cobranças me dás na cabeça e avisas. Sempre para meu bem. Até hoje, tudo o que me disseste estava certo. Nunca duvidei. Mas eu tinha de ir ver. Nunca mais vou ter essa curiosidade toda. Se o dizes, vou ter muito mais cuidado.
Também sem juízos de valor, olhas e com esse olhar sereno sereno pensas: "Não faças asneira, miúda...". E essa protecção é muito importante para mim. Ainda me faltam uns anos. Daqui a dez, quero ter esse olhar. Que mesmo em aflição é tranquilo e serena quem está à tua volta. E sempre que o alento não chegar e o dia custar a passar, pelo menos a Mana está ali mesmo ao lado. Obrigada.